afinal-voce-sabe-o-que-e-alopecia-e-como-tratar.jpeg

Afinal, você sabe o que é alopecia e como tratar?

Uma das grandes preocupações estéticas da maioria das pessoas é em relação aos cabelos: tantos homens quanto mulheres se empenham em manter os fios saudáveis e com uma aparência agradável. O cabelo está ligado a autoestima e, portanto, se os fios começam a cair existe sempre uma preocupação. A perda de cabelo, ou alopecia, que é o termo médico usado para descrever a perda patológica de cabelo ou pelo, é mais comum no couro cabeludo, mas pode afetar outras partes do corpo.

O que muita gente pode não saber é que existem diversas causas de alopecia e é essencial identificar cada uma para termos sucesso no tratamento e esse é o tema do artigo de hoje. Nele vamos descobrir mais sobre a alopecia e como resolver a queda de cabelo. É só continuar lendo o nosso post!

Quais os tipos e as causas da alopecia?

Existem diversos tipos de alopecia que podem estar associados às mais diversas causas. A seguir há algumas das principais formas manifestadas:

Alopecia Androgenética

O tipo mais comum é a androgenética, que é hereditária, afeta em maior número os homens e tem como característica provocar a perda de cabelo no topo da cabeça. Comumente chamada de calvície, a alopecia androgenética está associada a grande sensibilidade do folículo piloso ao hormônio dihidro-testosterona e acontece graças ao enfraquecimento dos fios até que fiquem bem finos, próximo ao transparente. Apesar de não ser tão comum em mulheres, quando ocorre, ela tende a se manifestar apenas na parte frontal do couro cabeludo, e raramente há a perda total dos fios.

Alopecia Areata

Outro tipo de alopecia é a areata. Neste caso, não se conhece bem as causas e, geralmente, pode ser identificada por meio de círculos no couro cabeludo e, até mesmo, em outras partes do corpo. O problema afeta igualmente homens e mulheres em qualquer faixa etária e se caracteriza também por causar perda rápida dos fios.

O surgimento dessa alopecia está relacionado a fatores autoimunes, nos quais os anticorpos do corpo atacam os folículos pilosos, e também a fatores emocionais. Pode ainda estar relacionada a fatores psicológicos, como o estresse, e se manifestar em diversas formas: em áreas isoladas ou áreas múltiplas (afetando o couro cabeludo e outras partes do corpo), e como alopecia total (em que há a perda de todo cabelo sem afetar o restante dos pelos corporais) ou universal (em que há a perda total dos cabelos e pelos corporais).

Alopecia fibrosante frontal 

alopecia fribosante frontal é uma doença caraterizada recentemente (1994) e se manifesta pela perda progressiva dos pelos das sobrancelhas e da parte frontal do couro cabeludo, sendo possível até a perda de pelos em algumas regiões corporais. Esse problema é mais comum em mulheres após a menopausa e é chamada também de alopecia cicatricial, por destruir o folículo piloso, deixando uma cicatriz na região.

Vale destacar que o dano causado pela alopecia cicatricial costuma ser permanente e não tem ligação com a hereditariedade, podendo ser causada por alterações físico-químicas, dermatoses e tumores.

Alopécia seborreica

Este tipo de queda de cabelo ocorre quando há um aumento na produção das glândulas sebáceas, que é a gordura que protege o couro cabeludo. Se há um aumento dessas glândulas, o cabelo fica com aspecto opaco e gorduroso, perdendo força e volume, provocando a alopecia seborreica. Na maioria dos casos, o excesso da produção de gordura está relacionada ao estresse, à ansiedade, às causas hormonais e aos produtos de higiene capilar.

Alopecia Senil

A alopecia senil é um processo natural relacionado ao envelhecimento, em que os fios demoram mais a crescer. Assim, há uma demora no processo de renovação do cabelo que vai se tornando mais fino e quebradiço.

Alopecia eflúvio e tricotillomania

Por fim, a alopecia tipo eflúvio é causada pela precipitação precoce da queda dos fios durante um período de tempo. Existe ainda a tricotilomania. Nessa entidade a própria pessoa arranca os fios por mania, estresse ou desejo inconsciente.

Quais os fatores de risco para a alopecia?

Como vimos, existem diversos tipos de alopecia e, dessa forma, as suas causas também são variadas. A seguir há alguns fatores de risco que podem desencadear o problema:

  • Histórico familiar de alopecia;
  • Sexo masculino (no caso da alopecia androgenética);
  • Trauma emocional;
  • Estresse;
  • Gravidez;
  • Hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
  • Doenças congênitas;
  • Idade;
  • Contato do cabelo com poluentes, toxinas e produtos químicos;
  • Medicamentos (Ex.: quimioterápicos);
  • Outras doenças dermatológicas (dermatite seborreica) ou autoimunes (vitiligo, lúpus, hipotireoidismo, etc).

Como diagnosticar a alopecia?

Se você tem percebido uma queda exagerada de fios (mais do que 100 por dia) e já notou que o seu couro cabeludo está mais aparente, é hora de procurar orientação médica.

A melhor forma de diagnosticar a alopecia e descobrir a causa da queda do cabelo é procurando um dermatologista especialista em tratamento capilar. Um dos principais exames é a tricoscopia em que o médico vai examinar o couro cabeludo e os fios em busca de alterações e, se necessário, solicitar alguns exames de sangue e apontar os tratamentos para cada caso

Tem como tratar a alopecia?

A reposição de nutrientes e vitaminas, a adoção de uma dieta mais saudável e uma maior atenção aos produtos utilizados no salão de beleza contribuem positivamente para o tratamento de todos os tipos de alopecia, uma vez que fortalecem os fios. Mas além dessas medidas, cada tipo de alopecia demanda um tratamento específico determinado pelo dermatologista.

Caso os fios estejam presentes, porém mais enfraquecidos e envelhecidos, o tratamento com luz LED pode fazer com que eles se mantenham na fase de crescimento, proporcionando, assim, o rejuvenescimento do cabelo. Se o problema for a dermatite seborreica, é preciso tratar dessa condição com shampoos especiais.

A recuperação em casos de alopecia areata, por exemplo, pode ocorrer naturalmente dentro de alguns meses. Mas normalmente medicamentos tópicos e injetáveis reduzem o tempo de duração da doença. 

O cabelo volta a crescer depois do tratamento?

Na maioria dos casos a pessoa recupera o cabelo completamente após alguns meses de acompanhamento. Mas caso o folículo piloso já esteja destruído e fibrosado, o objetivo do tratamento será interromper a progressão da doença ou encaminhar para transplante capilar.

De uma forma geral, a recomendação é tomar os cuidados com os fios e ter atenção a qualquer alteração. A maioria dos casos, se diagnosticado no início, tem tratamento.

E aí, gostou de saber mais sobre a alopecia e de como tratá-la? Então, assine a nossa newsletter para descobrir tudo sobre a queda de cabelo e outros temas interessantes!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Share This
Navegação