Descubra se você possui alopecia androgenética!

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A alopecia androgenética é um problema presente em uma parcela importante da população. O nome técnico não é tão popular, mas essa doença é a conhecida calvície. Tal patologia acomete cerca de 50% dos homens com até 50 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Apesar de ser bastante comum no gênero masculino, as mulheres também podem sofrer com essa condição. Cerca de 30% em torno dos 30 anos de idade.

Muitas pessoas já sabem que a alopecia androgenética, ou calvície, é uma doença crônica e, por essa razão, não se engajam em procurar ajuda para tratá-la, pois considerem-na sem solução. Contudo, o fato de ela não ter cura não significa que não possa ter os seus efeitos controlados e até parcialmente revertidos com um bom tratamento.

Por isso, neste conteúdo, explicarei o que causa essa disfunção, os seus sintomas e consequências e, enfim, os tratamentos. Fique por aqui e saiba mais sobre a calvície!

O que é a alopecia androgenética?

Alopecia androgenética é um afinamento dos fios ao longos dos anos, secundária ao encurtamento da fase de crescimento, chamada de anágena. Nessa patologia os cabelos perdem a oportunidade de se tornarem espessos, compridos e maduros e se tornam finos, curtos e miniaturizados. É uma condição crônica, que não tem curo e que sofre influência do hormônio masculino DHT (dihidrotestosterona). Ele facilita a diminuição do ciclo de vida do fios. Existem outros fatores menos conhecidos que também facilitam esse processo, principalmente na mulher. 

Tanto os homens quanto as mulheres podem desenvolver os sintomas já após a puberdade. A velocidade de desenvolvimento da alopecia é muito subjetiva e variável. pode ter um padrão clássico com perda temporal dos fios (“entradas”) ou o padrão hipocrático de perda de densidade no vértex (topo da cabeça).

Nas mulheres, a calvície é mais comumente diagnosticada após a menopausa, pois, enquanto há a proteção do estrogênio, hormônio feminino, o problema é parcialmente inibido. Assim, a diminuição dessa substância causa, nas mulheres com genética favorável à calvície,a piora do quadro e, por consequência, uma redução da densidade capilar mais notável na parte central da cabeça.

Como funciona o tratamento?

Apesar de não ainda ter sido encontrada a cura para calvície, é possível tratá-la por meio de vários procedimentos distintos. Para isso, quanto mais cedo essa condição for descoberta, melhor será para manter e reverter a perda de cabelo

Alguns tratamentos são mais simples, usando apenas shampoos e loções; outros envolvem processos mais delicados, como o transplante capilar. Para saber mais, confira os tópicos a seguir!

Transplante capilar

Essa técnica é mais utilizada em homens. Ela é responsável por realocar os folículos capilares sem predisposição à queda de cabelos nas regiões onde faltam fios. Com isso, quando há cobertura com folículos saudáveis, o crescimento capilar retorna nas partes calvas. Não é curativa. O paciente precisa manter os tratamento clínicos para preservar os fios transplantados. É ideal para alopecia exclusiva da regiao frontalç/vértex com região occipital preservada.

Fotobioestimulação

Consiste na aplicação de lasers de baixa potência reduzida ou LED, capazes de produzir uma luz vermelha com comprimento de onda entre 600 a 1000 nanômetros. O mecanismo de funcionamento não é completamente elucidado. Mas a fotobioestimulação eleva as atividades das células, estimulando o crescimento dos fios e prolongando o tempo de fase anágena, sem efeitos colaterais sistêmicos ou localizados. Esse tratamento pode ser realizado em mulheres e homens.

Finasterida

Esse bloqueador hormonal foi extensivamente utilizado no passado, de maneira liberal e sem controle dos efeitos colaterais. a finasterida impede a conversão de testosterona em dihidrotestosterona, cinco vezes mais potente. Com níveis circulantes menores de dht, os fios conseguem se manter mais tempo na fase anágena (de crescimento) e ficam mais espessos e compridos. Recentemente a finasterida tem sido revista como prescrição segura por causa dos efeitos colaterais secundários à queda da DHT, como perda de libido, diminuição no volume de ejaculado, infertilidade e depressão. 

Minoxidil

O minoxidil está bem estabelecido na terapêutica da calvície feminina e masculina há muitos anos. É um produto tópico, com pouca absorção sistêmica. Existe na forma de solução alcoólica, com posologia de vinte gotas uma vez por dia. O propilenoglicol, que é o álcool da fórmula, pode causar ressecamento excessivo do couro cabeludo e dermatite de contato por irritação primária ou dermatite de contato alérgica. Além disso o ressecamento dificulta muito a estilização rotineira dos fios, um obstáculo na adesão do público feminino. O outro veículo do minoxidil é a espuma. Não possui o propilenoglicol. No entanto é mais difícil de calcular a quantidade a ser aplicada. Eu geralmente oriento meus pacientes e usar uma quantidade suficiente para umidecer o couro cabeludo sem encharcar.  

Quais recomendações ao perceber o problema?

A principal recomendação é não ignorar os sinais!!!! Assim que perceber diminuição do volume capilar ou queda de cabelo, não se auto medique e procure seu dermatologista especialista em tricologia. O melhor remédio atualmente é o diagnóstico precoce e a instituição rápida de um tratamento para manter os fios. Na maioria das vezes também conseguimos reverter parte da miniaturização. Sem o diagnóstico precoce e correto, a doença vai evoluir livremente e piorar. No início dos sintomas os folículos capilares estão vivos em fase latente. Mas com o desenvolvimento da doença essa perda se torna definitiva. O tipo de tratamento envolve vários fatores e é definido de acordo com o diagnóstico, com as características do paciente e com a praticidade para manter o mesmo com disciplina!

Ao notar queda de cabelo, você pode também entrar em contato com a minha equipe. Dessa maneira, a sua situação será avaliada e tratada conforme a gravidade dela.

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