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O que é alopecia fibrosante frontal?

Muitas pacientes relatam que perderam as sobrancelhas na juventude “porque pinçavam muito”. E depois de muitos anos chegam ao consultório como uma história de perda de cabelo: “minha testa está ficando maior”. Esse geralmente é o relato de quem está sofrendo com alopécia frontal fibrosante.

Algumas alopécias são causadas por problemas imunológicos ou má alimentação, mas a alopécia fibrosante infelizmente é cicatricial e definitiva. Então o diagnóstico tem que ser precoce. 

Essa doença é caracterizada pela perda progressiva de pelos das sobrancelhas e da linha anterior dos cabelos (linha de implantação). Embora seja uma doença reconhecida recentemente, com 1º relato da década de 1990, os casos de alopecia fibrosante frontal vêm crescendo ao longo dos anos (maior número de diagnósticos e maior incidência também). 

Será que é essa a causa da sua queda de cabelo? Leia nosso post e se informe mas não esqueça que o diagnóstico é sério e precisa ser feito por um médico. 

Afinal, o que é alopecia fibrosante frontal?

Essa doença é uma variação da líquen plano, ou seja, é uma inflamação causada por linfócitos que acontece no folículo piloso (raiz do pelo). Como consequência, há a cicatrização do tecido, que é substituído por um tecido fibroso. Isso faz com que o fio caia e não volte a nascer.

Esse processo é crônico, progressivo e pode acontecer nas sobrancelhas e nos cabelos. A maioria dos casos ocorre em mulheres após a menopausa, com média de idade de 66 anos. Homens também podem desenvolver a doença. Pode acometer outras áreas do corpo, como barba e axilas. 

Quais são os sintomas dessa doença?

Além da queda de cabelo, outros sintomas podem ser indicativos dessa enfermidade, como:

  • ardor;
  • coceira;
  • dor;
  • formação de placas ou de pústulas;
  • sensibilidade;
  • vermelhidão.

A textura da pele das áreas afetadas também muda. Ela fica com um aspecto extremamente liso, com as veias mais expostas e uma espécie de atrofia. 

O que causa a alopecia fibrosante frontal?

Não se sabe o que desencadeia esse processo inflamatório. Há suspeitas que fatores ambientais podem estar ligados a esse processo.

Além disso, como a maioria das pacientes são mulheres após a menopausa, existe a hipótese de que a mudança hormonal possa ser uma das razões da doença.

Existe cura para a alopecia fibrosante frontal?

Não há cura para essa doença. No entanto, é possível controlar a sua progressão com medicações orais, que diminuem a atividade inflamatória. Por isso, quanto antes ela for diagnosticada, maior será a eficácia do tratamento.

Podemos usar plaquinol (cloroquina) na tentativa de reverter ou controlar a inflamação. Podemos também fazer aplicação tópica de corticóides, calcipotriol, tacrolimus e pimecrolimus. O tratamento vai depender da gravidade e do avanço da enfermidade. O objetivo é não deixar a doença evoluir e manter os fios que existem.

O profissional adequado para tratar essa patologia é o dermatologista tricologista, o qual é especialista em distúrbios capilares como queda e quebra dos fios e problemas no couro cabeludo.

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista por meio de um exame clínico do couro cabeludo (tricoscopia digital) e dos pelos do corpo.

Além disso, ele pode requisitar exames de sangue e biópsia do couro cabeludo para confirmar que o paciente tem a doença.

Viu como a alopecia fibrosante frontal pode prejudicar a saúde dos seus cabelos? Agora que você já conhece os sintomas, é importante estar atento aos sintomas e procurar um profissional capacitado para te ajudar.

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