Qual o melhor tratamento para queda de cabelo feminino?

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Todas as mulheres, por questões culturais e sociais, querem ter um cabelo bonito e saudável, não é mesmo? Entretanto, a queda de cabelo é um problema que aflige muitas delas. Se esse é o seu caso, tenho uma boa notícia para você. A queda de cabelo pode ser controlada e tratada. 

Neste post, eu mostrarei a você as causas mais comuns do problema e como funciona o tratamento para queda de cabelo feminino. Acompanhe!

Causas mais comuns da queda de cabelo feminino

A queda de cabelo nas mulheres pode ter diversas causas. Entre as mais comuns, estão a genética, os hábitos alimentares e os distúrbios da tireoide.

Genética

A queda de cabelo geneticamente determinada é conhecida como alopecia androgenética. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a doença pode se desenvolve apartir da adolescência, quando o estímulo hormonal começa a aparecer.

A cada novo ciclo do cabelo de vida, os fios surgem cada vez mais finos. A fase chamada de anágena (fase de crescimento do fio) fica cada vez mais curta. Dessa maneira, o fio perde a capacidade de se tornar longo e espesso. E fica cada vez mais curto e fino, processo chamado de miniaturização.

Hábitos alimentares

Hábitos alimentares ruins e dietas sem o acompanhamento profissional podem causar queda de cabelo nas mulheres. Isso porque a má ingestão de alimentos ricos em algumas vitaminas e minerais importantes pode prejudicar os fios, principalmente se a perda de peso for maior que 5% do peso corporal total.

É o caso, por exemplo, de dietas pobres em ferro, o que pode levar à anemia, uma das doenças causadoras da queda de cabelo. Por isso, é importante ingerir os alimentos em quantidade adequadas, nos horários adequados e em combinações adequadas. Isso requer a ajuda de um especialista. 

Distúrbios da tireoide

O crescimento do cabelo está relacionado, entre outros fatores, ao funcionamento correto da tireoide. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo podem provocar maior tendência à queda dos fios. Pequenas variações no TSH já são capazes de desencadear crises de eflúvio telógeno. Isso é muito subjetivo e difícil de administrar na prática porque a absorção da levotiroxina pode ser muito anárquica, dependendo de outros alimentos, do ph intestinal e da presença de super crescimento bacteriano.

Como as duas patologias são mais comuns em mulheres do que em homens, é importante que você fique atenta à saúde da sua tireoide. Quando os problemas com a glândula são tratados, os cabelos tendem a voltar ao normal.

Diagnóstico e tratamento

O processo de diagnóstico é extremamente importante para a definição da correção e do tratamento para queda de cabelo feminino. Primeiramente, é preciso definir se o problema do paciente é uma queda ou quebra de cabelo.

No caso de quedas de cabelo, o diagnóstico começa com a anamnese, que é o momento em que a paciente responde todas as perguntas referentes à sua saúde em geral, à saúde dos cabelos e aos hábitos e cosméticos capialres. Em seguida, ela vai se submeter à tricoscopia, um exame de aumento que possibilita a análise detalhada do fio e do couro cabeludo.

A realização de um teste de tração também é necessária no exame físico e, quando positiva, fala a favor de eflúvio telógeno. Em alguns casos, a paciente precisa ser submetida a uma biópsia do couro cabeludo, que é uma análise histológica no mesmo.

Além disso, é necessário que se descubra se a queda é cicatricial ou não cicatricial. A primeira implica na destruição completa dos folículos, e a perda dos cabelos é irreversível. Já a segunda é aquela na qual o cabelo apenas cai e não há destruição definitiva de tecidos. Lembrando que atualmente consideramos a alopecia androgenética uma alopecia inicialmente reversível que pode se tornar definitiva com o passar dos anos. Existe uma perda do número de fios por unidade pilo sebácea.

Essa informação é importante para que se estabeleça o tratamento mais adequado. Na queda cicatricial, o tratamento é baseado no controle do problema, já que não há cura. Podem ser usados antibióticos, anti-inflamatórios ou corticosteroides.

Na queda não cicatricial, ressalto que não existe um tratamento que funcione para todos os casos. Ele pode variar dependendo da origem do problema. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o tratamento pode ir da terapêutica tópica a lasers, que podem ser utilizados para estimular o crescimento dos fios.

Dependendo do problema, no âmbito da queda não cicatricial, podem ser usadas também técnicas de microagulhamento, multiwaves ou LED.

Assim, como mostrei a você ao longo deste texto, o tratamento para queda de cabelo feminino depende, principalmente, do conhecimento das origens do problema.

Para isso, é essencial que você receba a ajuda de um tricologista, pois só ele é especializado no diagnóstico e tratamento de doenças do cabelo e do couro cabelo. 

Ele é o profissional mais capacitado para identificar as causas da queda e indicar o tratamento mais indicado de acordo com o seu caso, sua rotina diária e seus hábitos de cuidados capilares. 

Você gostou das minhas dicas? Então, gostaria de convidá-la a conhecer a Clínica da Pele e saber muito mais sobre dermatologia, dermatologia capilar e estética. Vamos lá?

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