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Queda de cabelos após quadro de dengue: pode acontecer?

Todos os anos nos deparamos com um surto de dengue no verão. Recentemente a dengue veio também acompanhada da zika e da chikungunya. Mas o que isso tem a ver com cabelos? Nós dermatologistas já sabemos que doenças inflamatórias crônicas e doenças graves agudas podem levar ao eflúvio telógeno agudo (queda de cabelos acentuada e limitada).

Mais informações a seguir…

Como a queda de cabelos após dengue se origina?

Durante o adoecimento, nosso corpo sofre diversas alterações:

  • há “queima” calórica excessiva;

  • há a liberação de diversas substâncias para combater a doença (interleucinas), que agridem tanto o vírus da dengue quanto nosso próprio corpo;

  • o apetite e a absorção de nutrientes podem ficar prejudicados;

  • o equilíbrio bioquímico e fisiológico é alterado.

  • é um estado inflamatório muito acentuado;

Dentro do nosso organismo os cabelos não são essencias para a sobrevivência do ser. O corpo, no momento de recuperação, acaba poupando seus nutrientes para os órgãos vitais. Logo, cerca 1 a 3 meses após a fase mais grave e aguda ocorre uma queda bem acentuada dos fios.

Quanto tempo pode durar a queda de cabelos após dengue?

Os cabelos que caem após um episódio de dengue já se encontravam na fase chamada de telógena, que é a última antes da queda natural. A duração desse episódio é extremamente subjetiva. Cada organismo é único. O que observamos na prática clínica é que a duração e intensidade da queda dos fios geralmente é proporcional a gravidade da dengue.

Em alguns pacientes pode durar até um ano. Mas isso não é motivo de preocupação! Afinal de contas não é uma alopécia definitiva. Ela tem dia e hora para acabar. É uma questão de tempo para os fios começarem a crescer novamente!

Qual é o tratamento para o eflúvio telógeno agudo?

O tratamento para o eflúvio telógeno é sempre personalizado. Em pacientes que tiveram dengue, devemos fazer uma investigação laboratorial para saber se existem deficiências de vitaminas e minerais associadas.

Com esse resultado em mãos, conseguimos identificar fatores que podem estar contribuindo para a queda e intervir de maneira eficaz. Basicamente, devemos instituir uma suplementação de biotina em doses altas, além daquelas vitaminas e minerais que estão em falta no organismo.

Devemos também adequar as condições nutricionais e prescrever uma dieta hiperprotéica. O paciente pode sim associar tratamentos que aceleram o crescimento como MMP, laser fraxel, Mesoterapia, LED vermelho e laser de baixa potência. 

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