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Tricologia: o que é? Para que serve?

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A tricologia é a área médica especializada no estudo, tratamento e prevenção de problemas que afetam a saúde dos cabelos. A calvície (masculina e feminina) e as infecções no couro cabeludo são dois grandes exemplos de problemas que são de competência do médico formado nesta área. Mas abrange muito mais do que isso!!!!

Você sabe o que é a tricologia? O nome é diferente e pode até assustar um pouco, mas essa é uma área da Dermatologia (especialidade MÉDICA) que visa solucionar os problemas dos cabelos e couro cabeludo.

Sim, a tricologia é a ciência que estuda os cabelos! Esses estudos não são recentes. Foram iniciados em 1902, na Inglaterra. Mas só agora vêm se popularizando no Brasil, chegando ao conhecimento dos pacientes.

Cuidar dos cabelos é muito importante para a autoestima de qualquer pessoa, independentemente do gênero. Mas a queda de cabelo envolve muito mais do que beleza e estética.

Ela deve ser vista como uma manifestação sutil e inicial de doenças potencialmente graves e até fatais. Entre elas estão as alterações da tireóide, anemia, sífilis, lupus eritematoso sistêmico, etc. Por esse motivo, precisa ser identificada e investigada o quanto antes por um MÉDICO DERMATOLOGISTA especialista no assunto.

Você quer saber para que serve a tricologia? Sabe quem são os profissionais dessa área? Quais as doenças que ela abrange? Então, acompanhe nosso artigo. Vamos explicar tudo isso a seguir!

Para que serve a tricologia?

A tricologia estuda e encontra soluções para diversos distúrbios capilares que alteram a estrutura e o aspecto do cabelo, como queda e quebra dos fios, caspa, infecções e doenças no couro cabeludo.

O problema mais recorrente pelos pacientes que procuram a tricologia é a queda de cabelo e a calvície. Existem dezenas de motivos para que isso aconteça. O médico tricologista é capaz de identificar a causa e encontrar o tratamento específico para esse problema. Afinal, a investigação de toda queda de cabelo precisa começar com uma boa entrevista (anamnese), exame físico (fios e couro cabeludo e corpo com tricoscópio manual ou digital) e exames complementares (que apenas o médico é habilitado para solicitar).

O exame dermatoscópico do cabelo (tricoscopia) e do couro cabeludo é de fundamental importância. Muitos salões de beleza possuem esse pequeno microscópio e mostram para as clientes a imagem do couro cabeludo. Isso é muito diferente de saber diagnosticar o que está acontecendo ali.  Se você não conhece as doenças, não vai saber reconhece-las quando um microscópio é colocado no couro cabeludo.

Além da tricoscopia, pode ser necessário fazer um tricograma ou fototricograma, que são exames mais específicos solicitados pelo dermatologista, de acordo com a necessidade do paciente. Em alguns casos, o diagnóstico pede mais exames, como a realização de biópsia para o exame anátomo patológico do couro cabeludo. Ele serve para entendermos o que está acontecendo nas células daquele pequeno fragmento retirado sob anestesia.

O tratamento dos fios e do couro cabeludo é feito de acordo com o diagnóstico e, por isso, a avaliação especializada é de suma importância. Se não encontrarmos a raíz do problema a chance de sucesso é muito pequena.

Enfim, a tricologia é uma área que atrai muitos curiosos. Não deixe seus cabelos nas mãos de leigos. Lembre-se: se a saúde dos cabelos não está bem, isso é um sinal de algo está errado dentro do seu corpo e merece investigação. Cremes, shampoo e a massagem para “estimular a circulação” podem adiar um diagnóstico sério e comprometer a recuperação da sua saúde.  As DOENÇAS do couro cabeludo não são da alçada de cabeleireiros ou terapeutas capilares.

Como é a tricologia no Brasil?

O Brasil sempre se destacou na área de tratamentos estéticos, e com a tricologia não é diferente. Devido a grande diversidade de tipos de cabelos dos brasileiros, os conhecimentos na área estão se aprofundando cada vez mais para atender a cada tipo de paciente com mais especificidade.

No Brasil e no mundo os estudos estão bem avançados e os resultados têm sido cada vez mais promissores. Não é incomum atender pacientes que ficaram anos tentando reverter a queda de cabelo com profissionais não treinados e chegam com quadros mais avançados no consultório.

Também não é raro atender pacientes que queixam “apenas” de queda de cabelo e que, depois de uma investigação pormenorizada, apresentam de fato doença auto imune ou hipovitaminose, ou sangramentos ocultos.

O Brasil tem grandes profissionais nessa área, tanto na parte clínica quanto na parte cirúrgica.

Quais profissionais podem se especializar nessa área?

Muitas pessoas se queixam de queda de cabelo com seus cabeleireiros. Eles são excelentes referências. Mas pelas limitações técnicas não podem solicitar exames e não conhecem as doenças, e assim, o diagnóstico fica completamente limitado e comprometido. E, nesse aspecto, os dermatologistas podem ajudar muito, especialmente aqueles que se dedicam à área de tricologia.

Outros profissionais, como os esteticistas, também estudam tricologia. Mas a abordagem nem se compara a dos médicos dermatologistas. Afinal, a investigação das causas de queda dos cabelos inclui a dermatoscopia e biópsia do couro cabeludo, que são atribuições exclusivas dos médicos.

Quais doenças dosureza. cabelos são estudadas pela tricologia?

A parte mais conhecida e mais procurada da tricologia é a calvície, seja ela masculina ou feminina, hereditária ou por outras causas (autoimune, por exemplo). Além da queda de cabelo, a tricologia diagnostica e trata a perda ou rarefação dos cabelos ou pelos do corpo de qualquer outra natureza.

Ainda abrange as doenças genéticas que afetam as hastes foliculares dos fios de cabelo e os danos capilares causados por tratamentos químicos e físicos, como tinturas e colorações, alisamentos e pranchas, que, se mal realizados, levam à fragilidade e quebra dos fios.

A tricologia não se resume a tratar as doenças dos fios. Ela também estuda e trata as doenças que acometem o couro cabeludo. Como exemplos, podemos citar a dermatite seborreica, popularmente conhecida como caspa, a psoríase, infecções por fungos (micoses) e parasitas.

Outro importante grupo de doenças conhecidas como alopecias cicatriciais, como o lúpus de couro cabeludo, o líquen plano pilar, a alopecia fibrosante frontal, a alopecia central centrífuga, a foliculite decalvante e a foliculite dissecante também são tratadas pelo tricologista.

Calvície feminina

Vamos falar um pouco da calvície feminina? Ela existe sim e é mais comum do que se imagina! Mas é diferente da calvície masculina. por isso tantas pessoas acreditam que seja rara.

O nome científico desse problema médico é alopecia androgenética feminina. A calvície feminina se manifesta como uma rarefação dos fios na parte frontal do couro cabeludo. E existe tratamento para o problema! Mas o ideal é que a calvície seja diagnosticada bem precocemente, pois o sucesso do tratamento depende disso. E esse diagnóstico é MÉDICO! O diagnóstico é estigmatizante e exige tratamento para sempre! então deve ser feito de maneira acertiva para não desencadear problemas emocionais nas pacientes.

Caso não seja tratada a tendência é progredir e deixar os fios “bem ralinhos” e o couro cabeludo visível!

tratamento é feito com loções (minoxidil e latanoprosta), LED (diodo emissor de luz), medicamentos orais, vitaminas, MMP e mesoterapia. E o transplante capilar também é uma das alternativas. Porém, nem sempre é possível de ser realizado, uma vez que a paciente tem que possuir uma área doadora boa e saudável para se extrair os fios. Na verdade, a maioria das mulheres não é boa candidata ao transplante.

Afinamento Capilar

O afinamento capilar é caracterizado pela perda quase que completa da saúde dos fios de cabelo. Eles se tornam sem brilho, quebradiços e, em muitos casos, caem com facilidade, o que faz com que essa condição seja rapidamente associada a alopecia androgenética (que mencionamos brevemente acima).

A causa completa para esse quadro clínico é desconhecida. No entanto, vários hábitos diários ajudam a desenvolver esse problema, como uso frequente de secador de cabelos e chapinha, excesso de química nos cabelos e até mesmo a lavagem dos fios em água quente. A alimentação também tem uma influência na saúde capilar e deve ser observada quando os fios de cabelo perdem vida e se tornam mais frágeis..

Se for causado por calvície a tendência é a piora progressiva

Psoríase

A psoríase é uma doença não contagiosa que afeta a pele e pode surgir nos mais variados locais do nosso corpo. No couro cabeludo, esta condição gera manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que podem causar descamação, coceira, queda de cabelo e dor moderada.

Acredita-se que essa enfermidade está relacionada com aspectos genéticos e com algumas particularidades do sistema imunológico de um indivíduo. Em termos mais simples, seu surgimento acontece porque as células de defesa do corpo atacam a derme como se fosse um agente externo.

Pitiríase

Outra enfermidade que é de competência do tricologista é a pitiríase, que de forma simplificada, pode ser explicada como uma micose que afeta o couro cabeludo. Os principais sintomas são o surgimento de manchas vermelhas, coceira e descamação, podendo evoluir para queda de cabelo temporária na região afetada.

Além de todas das doenças que acabamos de citar, o tricologista também é responsável por analisar a oleosidade do couro cabeludo e identificar qual a infecção (ou inflamação) que está causando os problemas do paciente.

Quais são os exames que o tricologista pode pedir?

Assim como qualquer outra área médica, o tricologista pode exigir alguns exames para conseguir fechar um diagnóstico certeiro acerca da condição do paciente.

A princípio, toda consulta começa com uma anamnese, que nada mais é que uma entrevista para conseguir identificar histórico familiar e principais fatores que possam ter contribuído para o desenvolvimento do estado atual da enfermidade.

Após essa etapa da consulta, vários exames podem ser feitos, sendo um dos mais comuns o tricograma digital — método específico para a análise de queda de cabelos. Nesse procedimento, o profissional analisa através do microscópio a quantidade de fios por cm quadrado. Caso seja repetido em 2 dias podemos descobrir inclusive qual é a fase de crescimento que cada se fio se encontra. As limitações são a necessidade de raspar uma área pequena equivalente a uma moeda de um real e a necessidade de retorno no consultório em dois dias para refazer a foto.

Para quem tem dúvidas sobre a realização do tricograma maula, saiba que basta remover de 50 a 100 fios para análise laboratorial. Normalmente o procedimento é levemente doloroso.

Por fim, em casos extremos e mais raros, pode surgir a necessidade de uma biópsia de algum ponto do couro cabeludo do paciente. A escolha do local da biópsia é de extrema importância. Esse local deve representar de fato a real condição do couro cabeludo.

Se você tem problemas capilares e não consegue identificá-los ou resolvê-los, não deixe de procurar um profissional em tricologia! É importante lembrar de procurar um médico que tenha formação no assunto e conhecimento para fazer os tratamentos, atendendo à demanda de cada paciente.

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