Você sabe quais são os tratamentos para calvície feminina?

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A queda de cabelo pode ser o único sintoma de algumas doenças sistêmicas, metabólicas e hormonais, além de ser um dos sinais da calvície feminina, também chamada de rarefação capilar de padrão feminino ou alopecia androgenética feminina.

Na nossa cultura, os cabelos ganharam um peso especial e a perda deles vai além da questão estética. Você sabia que existem claras relações científicas entre as madeixas, a qualidade de vida e autoestima?

Pensando em incentivá-la a conhecer mais sobre os tratamentos disponíveis e mais consagrados cientificamente para a calvície feminina, desenvolvi este artigo com respostas para as principais dúvidas sobre o tema. Leia nosso post e conheça mais sobre esse problema dermatológico!

O que é a calvície feminina e quais são as suas causas?

A alopecia androgenética, ou calvície, é uma doença que atinge grande parte dos brasileiros, levando à perda parcial ou total dos fios. No caso da calvície feminina, os fios ficam mais finos, miniaturizados e perdem a oportunidade de se tornarem maduros e espessos, conferindo um aspecto de rarefação principalmente na área frontal do couro cabeludo.

Um estudo divulgado pela Universidade Lusófona de Lisboa aponta que, embora não exista uma epidemia, é estimado que cerca de 30% da população acima dos 40 anos apresenta calvície, tanto homens quanto mulheres.

Ainda não existe um consenso na comunidade científica em relação às causas da calvície feminina, já que é uma doença multifatorial. Isso quer dizer que as causas conhecidas englobam uma série de características.

Dessa forma, uma mulher pode desenvolver a calvície tanto em função da sua genética quanto por questões hormonais e vários outros fatores aceleram a progressão da mesma, como tratamentos químicos, desnutrição, síndrome dos ovários policísticos, uso de hormônios esteróides, etc.

Como identificar a queda incomum dos fios?

A calvície é uma doença séria e que precisa de tratamento. No entanto, não deve ser confundida com a queda de cabelo (eflúvio telógeno). Embora as duas envolvam a perda dos fios, a alopecia é um processo crônico e sem cura, enquanto o eflúvio telógeno é temporário e pode ser revertido.

Existem alguns casos em que a queda de cabelo é potencializada, podendo gerar inflamações e outras complicações que resultam na calvície, fazendo com que a mulher perca boa parte dos seus fios. Por isso, é fundamental saber reconhecer os sinais que o seu corpo dá em relação à perda de cabelo.

Para analisar se a sua queda é comum ou não, observe durante o período de uma semana a quantidade de cabelo que sai logo após a lavagem dos fios. Você também pode comparar uma foto de dois ou três anos atrás com uma atual, comparando o volume, textura, clareamento e quantidade de cabelo.

Caso perceba que algumas diferenças surgiram com o passar do tempo, procure um dermatologista para dar início ao tratamento o quanto antes e ter bons resultados no futuro.

Existem técnicas de prevenção de calvície?

Uma das grandes perguntas quando se fala em calvície feminina e seus tratamentos é em relação às técnicas de prevenção. Na verdade, não existem formas de prevenir o seu surgimento, já que suas causas podem ser genéticas.

Dessa maneira, o ideal é procurar um diagnóstico de qualidade, de preferência precoce, para dar início a um tratamento seguro e que traga bom custo-benefício e qualidade de vida. Além disso, sua dermatologista escolhida deve fazer uma investigação completa e afastar tudo aquilo que possa acelerar ou piorar a alopecia. “Esse é o pulo do gato.”

Como é feito o diagnóstico do problema?

Nos tópicos anteriores, comentei sobre a importância de um bom diagnóstico para a eficácia no tratamento da calvície. Esse processo deve ser feito, sempre, com um profissional especialista que possa orientar as melhores formas de tratamento e intervenção.

É comum encontrar pessoas que acreditam que não existem tratamentos para a calvície e, assim, não veem sentido em procurar um dermatologista para fazer o diagnóstico certo. Acontece que, embora a cura não seja alcançável, é possível usar diversos tratamentos que estabilizam a doença e que melhoram o quadro clínico do paciente.

Dessa maneira, o diagnóstico torna-se uma das principais ferramentas do dermatologista para o desenvolvimento da intervenção, garantindo resultados satisfatórios e coerentes com o objetivo do paciente. Por isso, o médico precisa ter experiência no assunto, utilizando instrumentos especializados para garantir um bom diagnóstico.

Assim, ele deve ser feito dentro do consultório, onde o médico faz uma avaliação profunda do seu quadro com o tricoscópio — instrumento utilizado para amplificar a imagem do couro cabeludo —, além do exame tricograma, voltado para o registro e comparação do tratamento.

Ainda, o dermatologista pode — e deve! — solicitar exames de sangue para confirmar a hipótese diagnóstica, além de realizar o teste da tração e fechar um diagnóstico claro e coerente para dar início a um tratamento de qualidade.

Como tratar a calvície feminina da melhor forma?

A calvície é um afinamento progressivo e crônico dos fios, que perdem a capacidade e a oportunidade de ficarem adultos e permanecem miniaturizados. Isso amplia as possibilidades de tratamento, originando diferentes técnicas para diminuir e acabar com os sintomas.

Vale lembrar, todavia, a importância de evitar a automedicação para não prejudicar o seu quadro clínico e trazer consequências graves para a sua saúde, além de gastar tempo e dinheiro com intervenções ineficazes.

A seguir, você pode conferir os principais tratamentos para calvície feminina.

Tratamento antiqueda

Quando os cabelos começam a cair, é normal o sentimento de preocupação. Será que vou ficar careca? Quando vai parar? Será que foi excesso de “química”? Hormônios? Deficiência de vitaminas?

Enfim, temos que definir e investigar o que está acontecendo com sua saúde. Afinal, a perda ativa pode ser leve, transitória, autolimitada ou até um evento contínuo que representa a alopecia androgenética.

O tratamento deve feito de acordo com o diagnóstico. Assim, podemos usar medicamentos orais, tópicos, laser, LED e medicamentos injetáveis. A definição de qual vitamina ou mineral deve ser utilizada é feita com os exames de sangue.

Minoxidil tópico

Trata-se de um medicamento de uso tópico, ou seja, aplicado diretamente no couro cabeludo, como um tônico. O Minoxidil é um anti-hipertensivo vasodilatador direto, utilizado sistemicamente no passado para controle de crises hipertensivas refratárias.

A solução contém propilenoglicol, que pode gerar uma dermatite de contato irritativa ou alérgica. Algumas marcas com veículos especiais não tem esse álcool. Para evitar esse problema, o ideal é que solução seja na forma de espuma. É importante lembrar que a concentração ideal é de 5% e a posologia deve ser de uma vez por dia, no couro cabeludo seco.

Nas primeiras semanas de uso do Minoxidil pode ocorrer um eflúvio telógeno, ou seja, uma queda temporária e passageira dos fios que não deve preocupar o paciente nem atrapalhar a continuidade do tratamento. O apoio do médico nesse momento é importante para o paciente entender que é um fenômeno temporário e não desistir. O minoxidil é a droga mais eficaz e consagrada no tratamento da calvície porque consegue estabilizar o quadro de afinamento progressivo e aumentar a espessura dos fios, conferindo maior volume para os cabelos.

Microagulhamento

O microagulhamento do couro cabeludo ou microinfusão de medicamentos no couro cabeludo é um procedimento que foi incorporado mais recentemente no arsenal terapêutico da alopecia androgenética.

É uma opção interessante que deve ser vista com ressalvas. Infelizmente, tem sido prescrita sem critérios rigorosos. É um procedimento em que o couro cabeludo é perfurado com rolos de microagulhas ou com agulhas de tatuagem embebidas em princípios ativos como o Minoxidil.

As sessões são mensais e devem ser feitas por seis meses. Não se deve utilizar corticoide entre os medicamentos do microagulhamento pelo risco de atrofia do couro cabeludo e de efeitos colaterais sistêmicos, bem como pela falta de protocolos científicos seguros com essa medicação.

Latanoprosta tópica

O medicamento foi desenvolvido originalmente para o tratamento do glaucoma. No entanto, observou-se um aumento significativo na quantidade, no comprimento e na espessura dos fios. A partir de então, ele passou a ser usado para o tratamento da calvície.

Ele costuma ser manipulado junto ao Minoxidil, em forma de espuma capilar de uso tópico. A combinação estimula a função dos folículos, reduzindo a queda e promovendo o crescimento de novos fios. A latanoprosta foi uma grande promessa nos últimos anos, mas não se mostrou tão eficaz quanto o Minoxidil. Além disso, o preço é muito mais expressivo e a embalagem tem que ficar refrigerada.

Finasterida

A finasterida é um medicamento que age na enzima cinco alfa-redutase e impede a conversão de testosterona em dihidrotestosterona, que é cinco vezes mais potente. Com menos hormônio masculino nos folículos pilosos, menos ocorre a miniaturização dos fios.

Os homens têm excelente resposta com essa medicação. Já as mulheres têm uma resposta discreta e muito subjetiva. Se for uma opção terapêutica, o paciente deve fazer antes e durante dosagens hormonais, teste de fígado e espermograma.

Espironolactona

A Espironolactona é um diurético poupador de potássio e antagonista da aldosterona, com um lugar consagrado no tratamento da síndrome do ovário policístico. Ela tem a capacidade de bloquear os receptores de hormônios masculinos na pele e no couro cabeludo. Ainda, não deve ser usada em pacientes portadores de insuficiência renal e a dosagem de potássio deve ser feita de maneira regular para evitar distúrbios eletrolíticos. Pacientes muito magrinhos podem se queixar de sonolência ou lipotimia. A dose deve ser iniciada abem baixinha e aumentada semanalmente. Os hormônios sexuais também devem ser monitorados.

Laser/LED

Um dos tratamentos para calvície feminina mais modernos consiste na estimulação com baixa energia da área afetada. Ele ajuda a fortalecer os fios enfraquecidos na fase inicial da queda, com um espessamento e o crescimento capilar e, por isso, tem um papel complementar, principalmente na manutenção dos fios.

É possível lançar mão do laser de baixa energia ou do LED, diodo emissor de luz. Ambos tratamentos devem ser utilizados diariamente e diretamente no couro cabeludo. A escolha do dispositivo de LEd (uso domiciliar) deve ser feito junto com o médico. Alguns precisam de ser usados por 15 minutos e alguns por 3 minutos.

Hormônios

Os hormônios que mais ajudam o crescimento dos fios são o acetato de ciproterona e a drospirenona, que podem ser encontrados na pílula anticoncepcional. É importante que o ginecologista assuma o tratamento junto com o dermatologista, para administrar os efeitos colaterais, já que nunca devemos tomar esses medicamentos por conta própria. A escolha tem que ser muito bem pensada. A paciente deve ter outros benefícios caso se opte pelo use de hormônios diariamente. Sempre que possível devemos evitar.

Perder alguns fios de cabelo todos os dias é normal e fisiológico. Esses cabelos são logo substituídos por fios novos. No entanto, é fundamental procurar um dermatologista quando você tiver qualquer dúvida sobre a saúde dele. Somente esses profissionais poderão fazer um exame detalhado de tricoscopia para analisar o couro cabeludo e orientar você a como tratar a calvície feminina! É um assunto longo, complexo e que exije muito estudo porque muitos detalhes são obscuros e desconhecidos.

Gostou das minhas dicas? Aproveite para saber mais sobre a calvície feminina e entre em contato comigo! Escolha bem quem cuida de você e da saúde dos seus cabelos!

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